Você recebe um pedido pelo WhatsApp. Precisa registrar na planilha, mandar a confirmação para o cliente e avisar o estoque, tudo ao mesmo tempo. Make.com e Zapier resolvem isso sem programar. A pergunta que trava a maioria das pessoas é qual escolher, e a resposta quase sempre para em "depende". Então fiz o trabalho de sentar, abrir as duas páginas de preço e calcular o custo real de cada uma no volume que um pequeno negócio de verdade gera.
Os preços abaixo foram verificados em 06 de julho de 2026 direto nas páginas oficiais de pricing das duas ferramentas. Planos de automação mudam de valor com frequência, então se você está lendo isto meses depois, confira antes de decidir.

A diferença que muda o preço: task vs operação
Antes dos números, um detalhe que quase ninguém explica e que é a raiz de toda a diferença de custo.
O Zapier cobra por task. Cada ação executada dentro de um Zap conta como uma task. Se o seu fluxo tem 3 passos (registra na planilha, manda e-mail, avisa no Slack), um único pedido consome 3 tasks.
O Make cobra por operação, e cada módulo executado é uma operação. Parece a mesma coisa, mas o Make é muito mais granular no plano e entrega volume muito maior por real gasto. Na prática, o mesmo fluxo de 3 passos consome operações no Make a um custo por unidade bem menor.
Guarde isso, porque é o que faz a conta virar lá na frente.
Preços oficiais, verificados em 06/07/2026
| Plano | Make.com | Zapier |
|---|---|---|
| Grátis | US$ 0 — 1.000 operações/mês, 2 cenários ativos, intervalo mínimo de 15 min | US$ 0 — 100 tasks/mês, só Zaps de 2 passos |
| Entrada (mensal) | Core: US$ 9/mês — 10.000 operações, cenários ilimitados, intervalo de 1 min | Professional: US$ 29,99/mês — 750 tasks, multi-step |
| Entrada (anual) | Core: ~US$ 7,65/mês equivalente (15% off) | Professional: US$ 19,99/mês equivalente |
| Nível intermediário | Pro: US$ 16/mês · Teams: US$ 29/mês | Team: US$ 103,50/mês — 2.000 tasks, 25 usuários |
Dois números saltam aos olhos. No plano grátis, o Make dá 1.000 operações contra 100 tasks do Zapier: dez vezes mais. E o Zapier cortou o plano grátis, que já foi de 750 tasks, para 100, o que praticamente força quem tem qualquer movimento a assinar o Professional de US$ 29,99.
A simulação que ninguém faz: custo real de um negócio com movimento
Preço de tabela não decide nada. O que decide é quanto você paga no volume que você realmente gera. Então montei um cenário concreto de um pequeno negócio típico e calculei o custo dos dois lados.
O negócio: uma loja que recebe cerca de 30 pedidos por dia, e cada pedido dispara um fluxo de 3 passos (registra na planilha, manda confirmação ao cliente, avisa o estoque). Isso dá 90 execuções de ação por dia, algo em torno de 2.700 a 3.000 tasks/operações por mês.
| Make.com | Zapier | |
|---|---|---|
| Volume mensal necessário | ~3.000 operações | ~3.000 tasks |
| Plano que cobre | Core US$ 9 (10.000 ops, sobra folga) | Professional US$ 29,99 cobre só 750 → precisa subir para 2.000 tasks (~US$ 73,50) e ainda estoura |
| Custo mensal real | US$ 9 | ~US$ 103,50 (Team, para caber com folga) |
| Custo anual | ~US$ 108 | ~US$ 1.242 |
A diferença anual passa de US$ 1.100, mais de R$ 6.000 no câmbio de hoje, para exatamente o mesmo trabalho. E o Make ainda sai com 7.000 operações de sobra no plano Core, espaço para você adicionar mais automações sem pagar nada a mais. No Zapier, cada novo fluxo come mais tasks e empurra você para o plano de cima.
Esse é o ponto que muda a decisão: não é que o Zapier seja "um pouco mais caro". É que o modelo de cobrança dele pune volume, e volume é exatamente o que uma automação útil gera.
O que cada um faz melhor na prática
O preço pende forte para o Make, mas os dois não são iguais no uso.
Zapier funciona como linha reta: um gatilho, uma ação. Cliente preenche formulário, entra na planilha. É mais rápido de configurar no primeiro fluxo, dá para ter algo rodando em 10 minutos sem nunca ter visto a ferramenta. E tem catálogo maior de integrações, cerca de 8.000 apps contra os ~2.400 do Make, o que importa se você usa algum sistema de nicho.
Make.com funciona como um mapa visual com ramificações. Você vê o fluxo inteiro na tela e adiciona condições, filtros, loops e rotas diferentes. "Se o pedido for acima de R$ 500, faz X; abaixo, faz Y" é trivial no Make e vira dor de cabeça cara no Zapier. Para qualquer automação com mais de um passo ou uma decisão no meio, o Make faz mais e cobra menos.
Os 4 primeiros fluxos que valem a pena montar
Se você nunca automatizou nada, estes são os fluxos que resolvem problema real e cabem no plano grátis do Make dependendo do volume:
- Pedido no WhatsApp → planilha + e-mail de confirmação. Registra data, nome e valor no Google Sheets e dispara a confirmação automática. Menos de uma hora para montar.
- Formulário do site → CRM + aviso no WhatsApp. Cria o lead no Pipedrive ou HubSpot e avisa o vendedor. Nenhum contato cai no esquecimento.
- Venda no e-commerce → baixa de estoque + nota fiscal. Pedido confirmado na Shopify, WooCommerce ou Nuvemshop atualiza o estoque e aciona a emissão. Fim do lançamento manual.
- Post publicado no Instagram → aviso no Slack. Simples, mas mata o "já foi publicado?" toda semana.
Curva de aprendizado: o que esperar na primeira semana
O Make não é tão imediato quanto o Zapier, e é honesto avisar. A interface de módulos conectados assusta no começo. O que ajuda de verdade:
- Comece por um template pronto da biblioteca do Make em vez de montar do zero. Os casos acima têm template.
- Reserve 2 horas para tutoriais em português no YouTube antes de montar o primeiro cenário. Encurta muito a frustração.
- A lógica clareia depois do primeiro fluxo que funciona. O segundo e o terceiro voam.
Na prática, dedicando uma hora por dia, você roda o primeiro fluxo antes do fim do dia 3. O Zapier chega lá mais rápido no primeiro fluxo, mas o Make recompensa em tudo que vem depois.
Perguntas frequentes
Preciso saber programar para usar o Make? Não. É no-code: tudo é configurado arrastando módulos e conectando campos. Você precisa entender a lógica (se isso acontece, faça aquilo), não escrever código. Quem usa Excel dá conta do Make.
O Make funciona com WhatsApp? Funciona, com ressalva. O WhatsApp Business API não é direto; você precisa de uma plataforma intermediária como WATI ou ManyChat, que o Make integra. Não é plug-and-play, mas é totalmente possível.
O que acontece se eu estourar o limite gratuito? No Make, as automações pausam até o próximo ciclo mensal e você recebe aviso por e-mail. Nada é deletado, só pausado. Para quem está testando, é tranquilo.
Recomendação direta
Para a maioria dos pequenos negócios brasileiros, o Make.com é a escolha certa: plano grátis dez vezes maior, e a conta em escala, como a simulação mostrou, chega a economizar mais de R$ 6.000 por ano fazendo o mesmo trabalho. A curva de aprendizado existe, mas se paga na primeira fatura.
O Zapier faz sentido em dois casos: quando você precisa de uma integração específica que só ele tem, ou quando o fluxo é tão simples e o volume tão baixo que o plano de entrada nunca estoura.
Primeiro passo: crie a conta grátis do Make, conecte o Google Sheets e o e-mail, e automatize um fluxo simples. Você entende a lógica e já resolve um problema real no mesmo processo.
Criar conta gratuita no Make.com →
Reviews completos com preços, pros e contras:



